A construção da Hidrelétrica Belo Monte, no rio Xingu, deixou alarmado o cineasta James Cameron, que recentemente esteve no Brasil. A aprovação da obra, incluida no PAC, levou Marina Silva a pedir desligamento do Ministério do Meio Ambiente, pois a pressão política foi decisiva para que o projeto passasse pelo crivo do IBAMA. Como se vê, a construção da Belo Monte é polêmica, mas pouco se explana sobre o assunto em cadeia nacional.Trata-se de um projeto audacioso do governo, uma obra gigantesca que representa também a vontade de preparar o país para o prometido surto de desenvolvimento. O Brasil possui uma rede hidrográfica previlegiada e é importante desenvolver essa vocação, o que nos permite produzir energia de baixo custo. O problema é que para a construção da usina será necessário alagar uma área de 515 km², além de transformar um ecossistema onde hoje existem populações profundamente integradas ao meio em que se estabeleceram. Alguma semelhança com Avatar?
No período de secas a vazão do Xingu diminui e Belo Monte poderá funcionar com menos de 10% da sua capacidade, o que geraria ao longo do ano uma capacidade efetiva de produção de 4571 magawatts, valor distante da capacidade total instalada de 11233 MW. Então por que investir em um colosso ineficiente, que traz em seu bojo o desastre, e não em usinas pequenas, com menor impacto e alta eficiência, como as usinas de Santo Antônio e Xingó, com 70,4 e 66,6% de aproveitamento, respectivamente; além de investir em fontes de energia alternativa, como por exemplo o vento, o sol e o lixo, abundantes por aqui? Crescimento sim, mas crescimento sustentável, por favor!

Um comentário:
Poucos anos antes: O candidato à presidência Luiz Inácio Lula da Silva lança um documento intitulado "O Lugar da Amazônia no Desenvolvimento do Brasil", que cita Belo Monte e especifica que "a matriz energética brasileira, que se apoia basicamente na hidroeletricidade, com megaobras de represamento de rios, tem afetado a Bacia Amazônica". Fonte: Wikipédia
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